“Eu falo de quem fala de quem fala que estou só
Eu sou apenas um pequeno ruído eu tenho vários em mim
Um ruído amassado gelado na intersecção das ruas
despejado no pavimento húmido aos pés dos homens
precipitados correndo com as suas mortes
À volta da morte que estende os seus braços
Sobre o relógio sozinho respirando ao sol."
Hum, entremos logo na taberna, o cheiro do cedro é irresistível, vamos pedir um conhaque? Este poema de Tristan Tzara lembra-me aquela noite em que Dóris saiu com o carro, nós dois estávamos bêbados demais para saber se havíamos passado pelo posto, mas ela descrevia por onde passava e o quanto a rua estava mal iluminada, estava difícil conduzir o carro com aquela chuva. Escolheu a roupa com tanto capricho, um casaco colorido, Collor Bloking, como insistia em chamar, na altura do joelho... Pena que depois do acidente ficou impossível reaproveitá-lo...